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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Piauí ganha cão especializado na localização de restos mortais; conheça

Vindo do Rio de Janeiro e com um nome que remete à força de um trovão, Thor é o mais novo K9 do Núcleo de Operações com Cães (NOC) da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP). Da raça braco alemão de pelo curto, o cão passa a atuar como perito especializado na localização de restos mortais em áreas de mata, vegetação e escombros.

Da raça braco alemão de pelo curto, o cão passa a atuar como perito especializado na localização de restos mortais em áreas de mata, vegetação e escombros/Reprodução CBMEPI

Thor foi doado por um especialista do Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar do Rio de Janeiro e chega ao estado para atuar com o Corpo de Bombeiros e reforçar um dos trabalhos mais complexos da segurança pública. A atividade exige do animal equilíbrio comportamental, foco, concentração e treinamento específico. Com a incorporação do novo cão, o Piauí passa a contar com três cães treinados para esse tipo de operação.

Segundo o cabo Bandeira, do NOC, a seleção dos animais vai além da raça e leva em conta características individuais.

“A gente procura, além de uma boa genética, o indivíduo. Então a gente vai atrás dos melhores canis do Brasil, atrás de uma boa genética, uma boa raça que entregue aptidões necessárias para o serviço, como uma boa caça, uma boa posse, uma boa concentração e, principalmente, um cão confiável, seguro, porque esse cão vai superar as intempéries da atividade bem mais facilmente”, destacou.

O cão chegou ao Piauí há cerca de 15 dias e ainda passa pelo período de adaptação. Atualmente, atua como uma espécie de estagiário ao lado dos outros cães do núcleo. A previsão é que, em aproximadamente três meses, esteja apto a atuar plenamente nas operações.

O soldado Simplício, do Corpo de Bombeiros, explicou que o treinamento utiliza substâncias específicas para simular o odor da decomposição humana.

“Ele é treinado através de um composto orgânico químico que simula os odores que são emitidos pelo corpo humano quando da decomposição. Um corpo humano vai emitir cerca de 458 COVs. COVs são compostos orgânicos voláteis que emanam dentro do período de decomposição do corpo”, explicou.

Ainda de acordo com o bombeiro, a atividade envolve riscos, mas eles são controlados por meio de protocolos técnicos.

“Os riscos de fato existem, mas são mitigados através da técnica que os operadores conseguem empregar dentro do dia a dia de trabalho. O treinamento se dá exatamente com base nisso, nos cuidados que nós temos para evitar o risco de contaminação cruzada dentro das operações e dentro dos próprios treinos”, complementou.

A chegada de Thor representa um avanço na perícia especializada no estado. Há três anos, o Piauí contava com apenas um cão policial. Atualmente, são 12 animais, sendo nove em Teresina e três no interior. A ampliação do efetivo contribui para maior agilidade e eficiência nas operações.

“A importância é ímpar porque hoje, além das ocultações de cadáveres, há casos de pessoas desaparecidas com bastante frequência no Piauí. É um serviço único, que necessita de cães e de pessoas especializadas, tanto para o trabalho com o cão quanto sem o cão, porque sem a técnica se torna quase impossível localizar uma pessoa em zona de mata”, concluiu o cabo Bandeira. Com informações do Portal Cidadeverde.com

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