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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Oficial de justiça é indiciado após cuspir em garçonete em Barra Grande

O oficial de justiça do estado do Pará, Washington Júnior, foi indiciado pelos crimes de injúria e ameaças cometidos contra a garçonete Maria Luiza, 22, e também contra uma segunda mulher, em Barra Grande, no litoral do Piauí. O inquérito foi concluído pelo delegado Filipe Leite. Washington aparece em um vídeo cuspindo na cara da garçonete durante uma discussão.

Turista cospe no rosto de garçonete durante discussão no litoral do Piauí/Reprodução 

O Cidadeverde.com busca contato com o indiciado ou com a defesa. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Segundo o delegado, Washington foi identificado e reconhecido pelas vítimas e por testemunhas. A Polícia Civil também localizou o imóvel onde ele estava hospedado durante a passagem pelo litoral piauiense.

O investigado foi ouvido pela polícia, mas optou por permanecer em silêncio. Conforme o delegado, a decisão é um direito do investigado e não prejudicou a conclusão do inquérito, já que havia elementos suficientes para o indiciamento.

“Foi feito o indiciamento do autor. Ele foi identificado, foi reconhecido pelas vítimas, por testemunhas. Também localizamos o imóvel em que ele ficou hospedado. E oportunizamos a ele a sua oitiva. Ele participou, mas ficou em silêncio. Isso não traz nenhum prejuízo, é um direito do investigado”, explicou.

Ainda conforme Filipe Leite, o indiciamento ocorreu por injúria, em razão dos xingamentos, injúria real, relacionada ao ato de cuspir no rosto de uma das vítimas, e ameaça. O delegado informou que duas mulheres foram vítimas de injúria durante o episódio.

A Polícia Civil também solicitou medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a proibição de contato com vítimas e testemunhas, além de uma distância mínima a ser determinada pela Justiça.

Como as vítimas trabalham em Barra Grande, a polícia pediu ainda que Washington seja proibido de frequentar o povoado por um período a ser definido pelo juiz.

“Por Barra Grande ser um lugar pequeno e essas pessoas, as vítimas, elas trabalham lá, precisam obviamente circular no povoado, eu pedi a cautelar específica dele não poder frequentar por determinado período, a ser determinado pelo juiz, o vilarejo de Barra Grande”, acrescentou.

Segundo Filipe Leite, a prisão não foi solicitada porque, considerando as penas dos crimes pelos quais o investigado foi indiciado, não caberia essa medida. A polícia optou, portanto, pelo pedido de medidas cautelares diversas da prisão.

O delegado informou ainda que a Polícia Civil identificou um boletim de ocorrência registrado anteriormente contra Washington por ameaça, em Teresina. Com informações do Portal Cidadeverde.com

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