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terça-feira, 22 de setembro de 2026

PF combate grupo suspeito de fraudar auxílio-doença do INSS e cumpre mandado em Parnaíba

Uma operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 22, cumpriu mandados de busca e apreensão em Parnaíba, litoral do Piauí. De acordo com a PF, a Operação Laudo Cego combate um grupo criminoso suspeito de obter e manter de forma fraudulenta benefícios previdenciários por incapacidade temporária.

Operação Laudo Cego combate um grupo criminoso suspeito de obter e manter de forma fraudulenta benefícios previdenciários por incapacidade temporária/Reprodução 

O auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) é o benefício do INSS pago a quem fica incapaz para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos.

Ao todo, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão, além dos municípios de Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE).

Ainda não há informações de quantos mandados foram cumpridos na cidade de Parnaíba. 

Investigação aponta servidores públicos e médicos como integrantes do grupo

Segundo a PF, a operação é um desdobramento da Operação Camisaria, que apontou indícios do esquema voltado à concessão indevida de benefícios previdenciários.

A investigação apontou que o grupo teria como integrantes servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Entre as práticas investigadas, estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos ilicitamente.

“Até o momento, foram identificados 172 benefícios potencialmente fraudulentos, bem como um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos”, afirma a PF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Com informações do Portal Cidadeverde.com

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