terça-feira, 29 de março de 2016

Marcelo volta ao comando do PMDB no Piauí

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, reassumiu ontem por ofício a presidência estadual do PMDB no Piauí. Ele defende a permanência do partido no Governo e é contra o impeachment da presidente Dilma, enquanto a maioria do partido quer o rompimento e o impeachment.

Além de Marcelo Castro, votam João Henrique Sousa e o deputado estadual Themístocles Filho, que são a favor do rompimento. No ano passado, o ministro passou a presidência do PMDB ao vice-presidente, João Henrique Sousa, depois que assumiu o Ministério da Saúde. Agora, ele entende que, como presidente, terá direito a dois votos na reunião de hoje. Ainda existe uma manobra dos governistas em busca de um entendimento, já que o PMDB tem sete ministérios e um sem número de cargos no Governo. Marcelo é um dos seis ministros peemedebistas e tem defendido a permanência da legenda no governo.

O ministro considera precipitado o rompimento imediato do partido com o governo Dilma. Marcelo Castro sinaliza ainda que pode não deixar o governo mesmo após o PMDB desembarcar. Mas a decisão do PMDB de deixar o governo já é dada praticamente como certa pelo Palácio do Planalto.

O ministro ressaltou que historicamente o PMDB sempre foi um partido dividido. No entanto, afirma que não há nenhum desentendimento no diretório. "O João Henrique (que estava no exercício da presidência do PMDB do Piauí) é muito ligado ao vice-presidente Michel Temer. Ele já declarou que vai votar pelo afastamento do Governo. Ou seja, pelo meu afastamento. Eu sou presidente, posso reassumir.


O ex-ministro João Henrique disse que a situação não tende a mudar. "O Marcelo tem o direito dele de voltar (à presidência do PMDB). Ele aposta no voto qualificado, mas acreditamos que isso não muda muito a situação", comentou. 

Fonte: Diario do Povo
Edição: PpC

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