segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Blogueira denuncia agressões do companheiro na frente dos filhos: “Não se calem"

A influenciadora Paulla Rafaella denunciou o então companheiro por agressão por meio das redes sociais neste domingo, 1º. A influenciadora apareceu em vídeos com marcas roxas no rosto. Ela contou que as agressões aconteciam e que não percebia a gravidade da situação, utilizando a expressão de que estava “cega”.

A influenciadora denunciou o então companheiro por agressão por meio das redes sociais. Paulla  apareceu em vídeos com marcas roxas no rosto/Reprodução 

“Estou com a minha sanidade mental abalada. Eu não estou bem, de verdade. Eu ouvia muitas amigas, que viam a situação, mas eu não conseguia ver, pois estava cega. Não se calem, só digo isso para vocês”, relatou Paulla.

Paulla afirmou que nunca denunciou as agressões por medo e chegou a mentir para familiares que percebiam as marcas da violência. Antes da denúncia, ela contou que havia sido agredida no dia 22 de janeiro. A mulher informou ainda que procurou atendimento médico e que estava sentindo fortes dores na cabeça, local onde teria sido alvo de agressões com cotoveladas.

Em entrevista ao cidadeverde.com, Paulla relatou que o relacionamento era marcado por conflitos constantes e que as agressões começaram de forma verbal, evoluindo para violência psicológica e física. Segundo ela, a situação se agravou nos últimos episódios, quando passou a apresentar marcas visíveis no rosto.

“O nosso relacionamento sempre foi marcado por muita turbulência. Começou com agressões verbais, xingamentos, desrespeito, e chegou às agressões psicológicas e físicas. Mas nunca tinha acontecido o que veio acontecendo ultimamente, que foi ficar com marcas no meu rosto, deformado do jeito que ficou”, afirmou.

De acordo com o relato da vítima, as agressões eram motivadas, principalmente, por ciúmes relacionados ao pai de suas filhas. “Ele não aceitava que eu tivesse uma relação amigável pelo bem das minhas filhas. Por medo, eu sempre me calava, sempre evitava ao máximo para que isso não acontecesse”, disse.

Paulla contou que, no dia da agressão, o companheiro teve acesso ao celular dela, interpretou uma conversa como traição e passou a agredi-la sem permitir explicações. “Ele já foi logo dizendo que eu estava traindo ele. Quando, na verdade, era ele quem me traía. Eu era dependente emocional e aceitava, achava que isso era normal”, relatou.

Segundo a influenciadora, ela foi agredida com tapas, cotoveladas e chegou a ser enforcada. “Ele me enforcava, tampava minha boca, me jogou da cama pro chão. Foram momentos aterrorizantes que eu vivi e que não saem da minha mente”, contou.

Um dos filhos de Paulla, de 11 anos, presenciou a cena de violência. “Ele não conseguiu dormir naquela noite. Depois eu soube que ele tentou chamar meu pai e dizia que ia ligar para o 190, mas eu estava com a boca tampada e não conseguia pedir socorro”, relatou.

Após o episódio, Paulla procurou a Justiça e teve medida protetiva concedida. “Eu acabei de sair do fórum. Foi definida a decisão da medida protetiva e eu só quero que ele pague pelo que ele fez comigo. Foi o fim de um ciclo. Eu não quero ele pra minha vida”, afirmou.

Paulla procurou a Justiça e teve medida protetiva concedida/Reprodução 

Defesa aponta possíveis falhas no atendimento 

A advogada da vítima, Dra. Natália Freitas, afirmou que a defesa irá apurar possíveis falhas no atendimento inicial prestado após o acionamento do 190. Segundo ela, Paulla relatou insegurança durante o primeiro contato com a Polícia Militar.

“Nós vamos até a Corregedoria para tentar entender como foi esse atendimento. Quando a viatura Lilás chegou, prestou toda a assistência e proteção. Porém, segundo o relato da vítima, o flagrante acabou sendo perdido, o que impediu a responsabilização imediata do agressor”, explicou.

Ainda de acordo com a advogada, a acusação pretende solicitar a prisão preventiva do suspeito. “Existe uma medida protetiva deferida, mas não há garantia absoluta de que ele não volte. Toda a família está amedrontada. Por isso, vamos pedir a prisão preventiva para garantir a ordem pública e a segurança da vítima, dos filhos e dos familiares”, afirmou.

Paulla finalizou o relato com um apelo a outras mulheres. “Nada justifica agressão. Nada. Eu não desejo isso pra mais ninguém. Muitas mulheres passam por isso e se calam, como eu me calei várias vezes”, concluiu.

Onde buscar ajuda

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa. Com informações do Portal Cidadeverde.com

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