quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

SSP-PI divulga lista de colombianos foragidos acusados de integrar esquema de agiotagem

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) divulgou na tarde desta quinta-feira, 5, a lista de seis colombianos foragidos no âmbito da "Operação Macondo". Todos eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por conceder empréstimos ilegais com juros abusivos a pequenos comerciantes e trabalhadores.

Lista de foragidos da 2ª fase da Operação Macondo/Divulgação SSP-PI 

Conforme as investigações conduzidas pela autoridade policial, os suspeitos utilizavam de violência física e moral e ameaças contra as vítimas e seus familiares quando os pagamentos não eram realizados. São foragidos: Carlos Luis Hernández Sánchez, Yaqueline Alzate Arias (vulgo Milena), Marbyo Alves da Costa, Jhon Alexander Marulanda Castro, Dany Daniel Paredes Daquilema e Ender Yohel Gonzalez Davila.

Eles são acusados de integrar o grupo que também exerce controle territorial em Teresina e em outras regiões do estado para a prática de agiotagem. O superintendente de Operações Integradas, Matheus Zanatta, em um dos casos, a pressão exercida pelos indivíduos chegou a provocar o suicídio de um comerciante, que não conseguiu suportar as ameaças e cobranças constantes relacionadas às dívidas.

2ª fase da operação

Na 2ª fase da Operação Macondo, deflagrada na manhã desta quinta-feira (05), foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, com 26 pessoas identificadas como alvos da investigação. Entre as 23 prisões decretadas pela Justiça, 14 foram efetivamente cumpridas, enquanto nove investigados ainda são considerados foragidos.

Material apreendido na Operação Macondo/Divulgação/SSP-PI

A ação policial cumpriu as ordens judiciais nos municípios de Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante, Picos, Teresina, Timon (MA), Tianguá (CE) e Petrolina (PE). Cerca de R$ 6 mil em dinheiro e diversos objetos que comprovam o funcionamento do esquema também foram apreendidos.

Foi decretada ainda a indisponibilidade de valores de até R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) em contas vinculadas aos 27 investigados, com objetivo de impedir o esvaziamento patrimonial dos suspeitos, que mantinham movimentações financeiras em cifras milionárias. Com informações do Portal GP1 

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